GAIA Digital

Inovação Digital — Questões Éticas

Toda inovação deve respeitar a dignidade humana, o contexto cultural e a justiça cognitiva

Ilustração de balança representando equilíbrio entre inovação e ética

Ética como eixo transversal

A ética no GAIA não é um “módulo opcional”, mas um critério transversal a todas as fases da inovação — da coleta à publicação. O objetivo é garantir que cada avanço tecnológico preserve o contexto, a autoria e o consentimento das pessoas envolvidas.

Isso se traduz em práticas de transparência, acessibilidade, justiça cognitiva e respeito às restrições culturais e simbólicas.

Princípios éticos fundamentais

Dignidade humana

Toda representação digital deve respeitar as pessoas retratadas e o direito ao esquecimento.

Justiça cognitiva

Reconhecer e valorizar diferentes formas de conhecimento e narrativa cultural.

Participação informada

As comunidades representadas devem ter voz ativa e acesso aos resultados.

Acessibilidade e inclusão

Conteúdos e ferramentas acessíveis desde o design — não como correção posterior.

Proteção de dados

Anonimizar sempre que necessário e garantir segurança mínima de armazenamento e transmissão.

Transparência e rastreabilidade

Registrar decisões, ferramentas e revisões em todas as etapas de trabalho.

Checklist ético por etapa

  • Antes da coleta: obter consentimento e mapear riscos culturais e jurídicos.
  • Durante o tratamento: registrar quem acessa e como modifica os dados.
  • Na publicação: garantir acessibilidade, licenciamento e contexto adequado.
  • Na preservação: manter logs de integridade, versões e revisões éticas.

Indicadores éticos e de impacto

  • % de conteúdos com consentimento registrado e revisões culturais.
  • Incidentes éticos relatados e solucionados.
  • Acessibilidade média das páginas e metadados publicados.
  • Participação comunitária (colaborações e revisões externas).