GAIA Digital

Inovação Digital — Quando e como inovar?

Decidir bem é inovar com foco: valor público, esforço real e risco controlado

Matriz de decisão com eixos de valor, esforço e risco destacando prioridades

Inovar com propósito e parcimônia

Nem tudo precisa de tecnologia nova. No GAIA, priorizamos mudanças que entregam valor público mensurável, reduzem retrabalho e preservam o que já funciona, com riscos sob controle.

Abaixo estão critérios, uma matriz simples e um roteiro de experimentação para decidir e executar com segurança.

Diagnóstico rápido (5 perguntas)

  1. Problema público claro? Quem é afetado e qual evidência mostra o problema?
  2. Benefício mensurável em ≤ 8 semanas? Qual indicador muda e quanto?
  3. Compatível com padrões GAIA? Formatos abertos, acessibilidade e licenças definidos.
  4. Plano de saída? Como exportar tudo sem aprisionamento tecnológico.
  5. Risco ético/multas/incidentes baixo? Há mitigação e revisão humana?

Matriz de priorização (valor × esforço × risco)

Valor

  • Impacto no público e reuso de dados.
  • Redução de tempo/retrabalho.
  • Alinhamento a políticas e coleções estratégicas.

Esforço

  • Equipe e tempo disponíveis.
  • Complexidade técnica e dependências.
  • Custo de manutenção após entrega.

Risco

  • Privacidade, direitos e sensibilidade cultural.
  • Aprisionamento tecnológico e perda de dados.
  • Dependência de pessoas/fornecedores críticos.

Regras práticas de decisão

  • Vai rápido: Alto valor, baixo esforço, baixo risco → priorize já (8 semanas).
  • Teste controlado: Alto valor, esforço ou risco médio/alto → piloto pequeno + plano de mitigação.
  • Adie: Baixo valor → documente e reavalie quando surgirem novos dados.

Roteiro de experimentação (6 passos)

  1. Definir objetivo e métrica

    Qual indicador vai mudar e qual é a meta?

  2. Escolher núcleo mínimo

    Campos essenciais, convenção de nomes, formatos abertos.

  3. Automatizar o trivial

    Tarefas repetitivas com revisão humana por amostra.

  4. Garantir ética e acessibilidade

    Consentimento, licenças, ALT/legendas, sensibilidade cultural.

  5. Publicar e testar exportações

    APIs/exports funcionam? Plano de saída validado?

  6. Medir e iterar

    Comparar métricas antes/depois e decidir próxima iteração.

Antipadrões (e como evitar)

  • Ferramenta antes do problema → comece pelo uso e pelos dados existentes.
  • “Versão final” → adote ciclos curtos com revisão e exportação testada.
  • Fechamento do ecossistema → exija formatos abertos e plano de saída.
  • Ignorar acessibilidade → aplicar requisitos mínimos desde o rascunho.
  • Documentar pouco → tutoriais de 1 página e checklists por etapa.
  • Métricas demais → foque em 3–5 indicadores que orientem decisões.

Quick wins (comece esta semana)

Ficha mínima + nomes

Padronize 5 campos essenciais e convenção de nomes em toda a equipe.

Acessibilidade de base

ALT, contraste e teclado em 10 páginas mais visitadas.

Exportação garantida

Teste de exportação completo (dados + mídia + metadados) com checklist.

Indicadores de decisão e execução

  • Tempo de ciclo (ideia → publicação) por iteração.
  • % de itens com ficha mínima e vocabulários aplicados.
  • Sucesso de exportação (plano de saída) por entrega.
  • Reuso e satisfação (downloads, citações, pesquisa curta).
  • Incidentes éticos e correções registradas.