GAIA Digital

Formação & Capacitação Interseccional

Aprender fazendo, com acessibilidade, diversidade e autonomia como critérios de qualidade

Ilustração de pessoas aprendendo em conjunto com dispositivos digitais

Por que formação interseccional

Interseccional quer dizer considerar diferentes pontos de partida (gênero, raça, território, deficiência, rede pública/privada) e tornar o aprendizado possível e relevante para todos. O foco é desenvolver autonomia digital para pesquisa, curadoria e mediação cultural — de forma prática, com resultados visíveis a cada ciclo.

Esta página reúne metodologia, trilhas, um fluxo simples de oficina e indicadores para acompanhar o progresso sem burocracia.

Metodologia

  • Aprender fazendo (tarefas reais do projeto).
  • Microentregas com critérios de qualidade explícitos.
  • Mentoria entre pares e revisão cruzada.

Princípios

  • Acessibilidade e linguagem clara por padrão.
  • Justiça cognitiva e reconhecimento de saberes locais.
  • Segurança e cuidado: protocolos para dados sensíveis.

Formatos

  • Oficinas mão na massa (2–4h) com publicação parcial.
  • Minicursos (4–12h) com projeto guiado.
  • Clínicas e plantões de dúvidas curtos.

Trilhas de aprendizagem (comece por aqui)

Letramento Digital Básico

  • Navegação segura e privacidade essencial.
  • Organização de arquivos e backup 3–2–1.
  • Comunicação e colaboração online.

Curadoria & Metadados

  • Ficha mínima e vocabulário controlado.
  • Proveniência e notas curatoriais.
  • Nomes alternativos e diversidade epistêmica.

Acessibilidade Web

  • ALT, contraste, teclado e legendas.
  • Leitura fácil e multilinguagem.
  • Testes rápidos de usabilidade.

Publicação, Direitos & Licenças

  • Creative Commons e créditos adequados.
  • Mediação de conteúdos sensíveis.
  • Plano de saída e formatos abertos.

Dados & Privacidade

  • Coleta mínima e descarte seguro.
  • Perfis de acesso e rastros necessários.
  • Resposta a incidentes (roteiro curto).

Ferramentas Leves & Desempenho

  • Imagens otimizadas e PDFs compactos.
  • Cache, lazy-loading e Web Vitals.
  • Versões “somente texto” quando fizer sentido.

Fluxo de oficina (4 passos simples)

  1. Planejar curto: objetivo, tarefa real e critérios de qualidade.

  2. Executar: atividade guiada em pares ou pequenos grupos.

  3. Revisar: checklist simples e revisão cruzada.

  4. Publicar & devolver: microentrega visível e devolutiva à turma/comunidade.

Dica: registre aprendizados e pendências; use isso para ajustar a próxima oficina.

Materiais de apoio (reuso é bem-vindo)

  • One-pagers (1 página) para tarefas recorrentes.
  • Modelos de ficha mínima, créditos e consentimento.
  • Rubricas (critérios) de qualidade e acessibilidade.
  • Exemplos de microentregas publicadas (protótipos).

Indicadores simples (acompanhe sem burocracia)

  • Participação e diversidade — nº de participantes por perfil/grupo.
  • Conclusão — % que finaliza a microentrega prevista.
  • Acessibilidade aplicada — % de itens com ALT/legendas/contraste ok.
  • Tempo de onboarding — convite → primeira entrega útil.
  • Devolutivas — nº de feedbacks recebidos e respondidos.

Glossário rápido

Interseccionalidade
Considerar como diferentes marcadores sociais se cruzam e impactam o acesso ao digital.
Mentoria entre pares
Apoio mútuo entre participantes com trocas de experiência e revisão cruzada.
Microentrega
Resultado pequeno e útil publicado ao final de um encontro/ciclo.