GAIA Digital

Inclusão e Autonomia Digital — Conceito

Participar, decidir e se beneficiar da tecnologia com acessibilidade, ética e linguagem clara

Ilustração de pessoas colaborando com tecnologia acessível

O que chamamos de “Inclusão e Autonomia Digital”

No GAIA, inclusão digital não é só “ter internet”. É criar condições para que pessoas e comunidades participem dos processos, decidam sobre seus dados e se beneficiem da tecnologia de forma segura e compreensível — especialmente em pesquisa, curadoria e preservação do patrimônio.

Falamos também de autonomia digital: capacidade de resolver problemas do próprio contexto com ferramentas adequadas e sustentáveis, evitando dependências e “prisões digitais”. Isso inclui acessibilidade, linguagem simples, formatos abertos e governança de dados clara.

Muito além do acesso

  • Materiais leves e versões somente texto quando necessário.
  • Linguagem clara e exemplos do cotidiano de museus, arquivos e escolas.
  • Acessibilidade desde o design (contraste, teclado, ALT, legendas).

Participação real

  • Coautoria de estudantes e comunidades, com créditos visíveis.
  • Registro de contribuições e devolutivas após cada ciclo.
  • Canal simples para correções e remoções de conteúdos.

Autonomia e soberania

  • Formatos abertos e exportação fácil (CSV, TXT, PNG, PDF/A).
  • Plano de saída e backup 3–2–1 testado.
  • Transparência sobre como e por que os dados são coletados.

Núcleo mínimo para começar hoje

  1. Leitura fácil: textos curtos, títulos descritivos e glossário integrado.

  2. Acessibilidade básica: contraste, ALT em imagens, teclado e legendas/transcrições.

  3. Materiais leves: PDFs otimizados e opção somente texto/offline.

  4. Política de dados simples: o que coletamos, por quê, por quanto tempo e como excluir.

  5. Canal de contato: formulário ou e-mail para dúvidas, correções e solicitações.

Importante: Inclusão não é etapa final — é critério de qualidade desde o início do projeto.

Termos-chave (sem mistério)

Acessibilidade
Conjunto de práticas que torna conteúdo utilizável por diferentes pessoas (contraste, ALT, teclado, legendas).
Autonomia Digital
Capacidade de decidir, revisar e exportar dados; evitar dependência de plataformas.
Linguagem simples
Escrita clara, direta e sem jargões; ajuda geral e é essencial para inclusão.
Formato aberto
Arquivo legível por diferentes programas, sem barreiras proprietárias (ex.: CSV, TXT, TIFF, PDF/A).

Armadilhas comuns (e como evitar)

  • Confundir acesso com inclusão → sem formação, acessibilidade e linguagem clara, o acesso vira barreira.
  • Depender de plataforma “gratuita” sem plano de saída → mantenha exportações regulares e cópia local.
  • Acessibilidade como “extra” → trate como requisito de qualidade, não bônus.
  • Apagar saberes locais → adote justiça cognitiva: títulos alternativos, notas culturais e créditos coletivos.