GAIA Digital

Gestão Ágil — Conceito

Uma forma simples de organizar trabalho em ciclos curtos — útil para pesquisa, curadoria e exposições

Ilustração de fluxo de trabalho ágil

O que é “Gestão Ágil” neste projeto

Aqui, Gestão Ágil não é um método para programar software: é um jeito de organizar trabalho de pesquisa e curadoria — montar exposições, tratar coleções, descrever acervos, preparar eventos, produzir materiais didáticos ou publicações. A ideia central é trabalhar em ciclos curtos, com objetivos claros, critérios de qualidade combinados e revisão regular do que foi feito.

Em vez de planejar tudo de uma vez e só mostrar no fim, entregamos partes pequenas e úteis (um conjunto descrito, uma sala da exposição, um protótipo de roteiro, um guia do visitante, um micro catálogo). Isso facilita aprender cedo, corrigir rápido e prestar contas com transparência.

Por que usar

  • Mais clareza e alinhamento do que fazer primeiro (priorização do que tem valor cultural/social).
  • Qualidade repetível, mesmo com rotatividade de pessoas (critérios visíveis e combinados).
  • Transparência do processo: decisões e passos ficam documentados.
  • Participação de estudantes, comunidade e pares, com revisões frequentes.

Quando usar

  • Curadoria de acervos e preparação de exposições.
  • Projetos de pesquisa colaborativos (inventários, transcrição, descrição, revisão).
  • Produção de conteúdos educativos, eventos e publicações digitais.
  • Quando é preciso entregar valor visível por etapas e prestar contas.

Princípios que adotamos

  • Foco no valor cultural/social (o que ajuda melhor o público, a comunidade e a pesquisa).
  • Acessibilidade e multilinguagem como prioridade técnica e editorial.
  • Ciclos curtos, com planejamento realista e revisão coletiva.
  • Qualidade explícita: critérios acordados de “pronto para mostrar”.
  • Alinhamento aos Global Goals quando fizer sentido ao escopo.

Como trabalhamos (ciclo simples)

  1. Planejar curto: lista de itens (backlog de pesquisa/curadoria) e o que cabe no próximo ciclo (1–4 semanas). Definimos objetivos claros e critérios de qualidade.

  2. Executar: cada pessoa assume tarefas com descrição simples e responsável definido. Priorizamos itens que destravam o próximo passo (ex.: descrição mínima para publicar um conjunto).

  3. Revisar qualidade: checagem contra critérios combinados (linguagem clara, metadados mínimos, direitos, acessibilidade, vocabulário controlado).

  4. Mostrar & aprender: compartilhamos o resultado parcial (sala/protótipo/coleção descrita) e colhemos feedback da equipa e de pares/comunidade.

  5. Atualizar o plano: registramos lições aprendidas, ajustamos prioridades e passamos ao próximo ciclo.

Não é “mais burocracia”. É tornar o trabalho visível, com cuidado e ritmo sustentável. Ferramentas podem ser simples: planilha, quadro Kanban, repositório de arquivos — o importante é o método.

Termos-chave (sem jargão)

Ciclo curto / Sprint
Período breve (1–4 semanas) com objetivos claros e revisões combinadas.
Backlog
Lista priorizada do que precisa ser feito (itens de curadoria, pesquisa, edição, montagem).
Critérios de qualidade
Conjunto de requisitos simples e verificáveis para considerar algo “pronto para mostrar”.
Entrega incremental
Publicar partes úteis do projeto enquanto o todo está em evolução.

Erros comuns (e como evitar)

  • Planejar demais e mostrar de menos → prefira ciclos curtos com resultados visíveis.
  • Critérios implícitos → escreva o que é “pronto”: metadados mínimos, direitos, revisão, acessibilidade.
  • Ignorar acessibilidade e multilinguagem → trate como prioridade, não como “pós-projeto”.
  • Falta de registro → anote decisões e pendências; ajuda na prestação de contas e na continuidade.