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Gestão Ágil — Procedimentos

Passo a passo para organizar trabalho de pesquisa, curadoria, exposições e eventos em ciclos curtos

Ilustração de fluxo com etapas do processo ágil

Procedimentos essenciais (visão geral)

Aqui, procedimentos são o “como fazer” do nosso modo de trabalhar: montar e priorizar um backlog, planejar um ciclo curto (1–4 semanas), executar com acompanhamento leve, revisar qualidade com critérios combinados, publicar/mostrar resultados parciais e registrar o que aprendemos para o próximo ciclo.

O objetivo é clareza, qualidade e transparência para pesquisa, curadoria e difusão — sem jargões técnicos ou ferramentas obrigatórias. Planilhas, quadros Kanban e fichas mínimas já bastam quando seguimos um procedimento claro.

1) Preparar o terreno

  • Definir objetivos do projeto e escopo do ciclo (o que cabe em 1–4 semanas).
  • Confirmar papéis e responsabilidades e o canal de comunicação do grupo.
  • Escolher a ficha mínima e os vocabulários controlados que serão usados.
  • Estabelecer convenção de nomes de arquivos e local de guarda (versões/backup).
  • Combinar o registro leve de decisões e pendências (notas curtas).

2) Montar o backlog

  • Listar itens por conjuntos/temas (ex.: sala, lote, série documental, conteúdo educativo).
  • Escrever cada item de forma simples, com responsável e prioridade.
  • Marcar dependências e “bloqueios” (o que precisa acontecer antes).
  • Usar estimativa qualitativa (P/M/G) para caber no ciclo sem sobrecarga.

3) Planejar o ciclo (1–4 semanas)

  • Selecionar do backlog o que entra no ciclo (capacidade real do grupo).
  • Definir critérios de “pronto” para cada entrega (o que será verificado).
  • Criar o quadro Kanban do ciclo: A fazer → Em curso → Revisão → Pronto.
  • Agendar reuniões curtas (planejamento, check-ins, revisão e retrospectiva).

4) Executar e acompanhar

  • Movimentar itens no Kanban e fazer check-ins rápidos (barreiras e próximos passos).
  • Registrar decisões e exceções em notas curtas (prestação de contas).
  • Dar visibilidade ao andamento com exemplos parciais (rascunho de rótulo, amostra do lote).

5) Revisar qualidade (checagem)

  • Ficha mínima completa e coerente; vocabulário controlado aplicado.
  • Direitos/licenças definidos; consentimentos quando necessário.
  • Acessibilidade e multilinguagem (linguagem clara, alt-text, contraste; traduções priorizadas).
  • Integridade de arquivos e versões (nomes padronizados, conferência básica).
  • Revisão por pares (amostra pequena) e correções antes de publicar.

6) Publicar / mostrar

  • Publicar o lote/sala/conteúdo aprovado e registrar onde foi publicado.
  • Comunicar o resultado (site, redes, parceiros) e coletar feedback estruturado.
  • Registrar métricas simples (cobertura, consistência, reuso, audiência).

7) Retrospectiva e próximos passos

  • O que funcionou, o que impediu e o que vamos ajustar no próximo ciclo.
  • Atualizar backlog e prioridades com base no que aprendemos.
  • Registrar lições aprendidas e referências (ex.: exemplos de rótulos e ficha bem-sucedida).

Boas práticas

  • Comece pequeno (piloto), antes de escalar a todo o acervo/exposição.
  • Trate acessibilidade e multilinguagem como requisito técnico-editorial.
  • Mantenha critérios de qualidade explícitos e visíveis ao grupo.
  • Use vocabulário controlado e exemplos de preenchimento na ficha mínima.

Erros comuns (e como evitar)

  • Planejar demais e publicar de menos → prefira ciclos curtos e entregas visíveis.
  • Critérios implícitos → escreva o que é “pronto” para cada tipo de entrega.
  • Ignorar direitos e ética → verifique licenças/consentimentos antes da publicação.
  • Falta de registro → decisões e exceções em notas breves ajudam na continuidade.