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Roadmap — Percurso de Investigação

Mapa flexível para navegar incertezas, marcos e decisões do projeto

Ilustração de mapa com marcos e setas de decisão

O que é um roadmap (e o que não é)

O roadmap não é um cronograma rígido. É uma narrativa de percurso que organiza marcos, dá direção e mantém espaço para explorar, aprender e mudar de rota quando necessário.

  • Direção sem rigidez: guia escolhas sem engessar.
  • Visão compartilhada: panorama do que foi feito, do que está em curso e do que vem a seguir.
  • Apoio à decisão: priorizar próximos passos e comunicar mudanças com transparência.

Por fases

Exploração → Protótipos (MVPs) → Validação → Expansão/Integração → Disseminação. Ótimo para contar a história do projeto e alinhar expectativas.

Por trilhas (swimlanes)

Trilhas paralelas para Catalogação, Digitalização, Preservação, Acesso/Curadoria, Ética/Direitos. Facilita a coordenação entre frentes.

Por resultados

Foco em resultados mensuráveis (ex.: “500 itens com ficha mínima e direitos claros”). Ajuda a prestar contas e medir impacto.

Curto prazo (1–3 meses)

Itens quase certos: lotes em produção, MVPs/pilotos. Detalhado e revisto a cada sprint.

Médio prazo (4–9 meses)

Blocos amplos: integrações, expansão de acervos, acessibilidade. Ajuste mensal conforme aprendizados.

Longo prazo (9–18 meses)

Objetivos estratégicos e de impacto. Menos detalhe, mais direção. Reavaliação trimestral.

Mudanças de rota

Novas evidências (éticas, técnicas ou curatoriais) pedem atualização do roadmap com motivo e data. Transparência é parte do método.

Valor científico/social

Priorize o que traz mais aprendizado e impacto para pesquisa e comunidades.

Risco e urgência

Aborde cedo as incertezas maiores (suporte físico, direitos que expiram, janelas de acesso).

Dependências

Mapeie pré-requisitos (limpeza de dados, termo de cessão, equipamento) para evitar filas e retrabalho.

Esforço realista

Escolha recortes que caibam na capacidade da equipa e em sprints sucessivas.

Exploração inicial

Mapear fontes, levantar hipóteses, delimitar escopo e registrar escolhas metodológicas iniciais.

Protótipos (MVPs)

Catálogos pilotos e pequenas bases. Provar utilidade antes de escalar.

Validação e diálogo

Revisões com comunidades e parceiros; ajustes de categorias e abordagens com base no feedback.

Expansão e integração

Consolidar dados, ampliar escopo e buscar interoperabilidade entre sistemas.

Disseminação

Publicar resultados (exposições digitais, podcasts, artigos, cursos, repositórios) e ampliar impacto.

Pré-requisitos

Termos de uso, limpeza de dados, infraestrutura/equipamento. Marque bloqueios explicitamente.

Riscos típicos

Direitos não claros, qualidade irregular, baixa adesão de parceiros, falta de equipamento. Registre mitigação.

Pontos de decisão

Momentos para decidir: expandir, pausar, mudar método ou abrir consulta comunitária.

Progresso por marcos

Percentual concluído por fase/trilha com entregas verificáveis (ex.: lote publicado com critérios atendidos).

Saúde do fluxo

Lead time, itens em fila e bloqueios recorrentes para destravar gargalos cedo.

Qualidade & ética

% fichas mínimas, verificações de integridade, revisões éticas e decisões sensíveis documentadas.

Acesso e impacto

Visualizações/downloads, reuso em ensino/pesquisa, citações/menções — valor social e científico.

Ritmo de atualização

Revisão rápida a cada sprint; revisão maior mensal. Toda mudança registrada com motivo e data.

Uma fonte de verdade

Roadmap único e acessível para a equipa. Versões datadas e histórico de alterações.

Participação

Espaço para contribuições de comunidades e parceiros. Feedback incorporado em ciclos, com créditos.

Linha do tempo por fases

Faixas com marcos, cores suaves e destaques para pontos de decisão e MVPs.

Trilhas paralelas

Linhas para Catalogação, Digitalização, Preservação, Acesso e Ética, com dependências indicadas.

Quadro trimestral

Colunas T1–T4 com cartões de marcos/resultados. Útil para prestação de contas e captação.

Exemplo didático (6 meses)

Mês 1–2 — Explorar e testar

Mapa de fontes; lote piloto (40 itens) com ficha mínima e direitos; MVP de página de acesso com feedback.

Mês 3–4 — Validar e expandir

Revisões por pares e comunidades; correção de vocabulários; integração simples (CSV) com repositório parceiro.

Mês 5–6 — Integrar e disseminar

Aumentar volume (200 itens/semana), painéis de métricas básicos, curadoria digital temática e publicação ampliada.

Como montar seu primeiro roadmap (7 passos)

  1. Objetivos e resultados: 3–5 resultados desejados (ex.: “acesso público a 1.000 itens com direitos claros”).
  2. Grandes blocos: dados, digitalização, preservação, acesso, ética.
  3. Dependências e riscos: o que pode travar e como mitigar.
  4. Marcos e pontos de decisão: 5–8 marcos com datas-alvo razoáveis.
  5. Métricas simples: 3–4 indicadores (qualidade, fluxo, impacto, ética).
  6. Visual simples: linha do tempo ou trilhas numa só página, com legenda.
  7. Revisão periódica: rever a cada sprint/mês; registrar mudanças.

“Tabela de promessas” rígida

Roadmap não é contrato inalterável. Atualize com base em evidências e documente mudanças.

Detalhe excessivo

Tarefas minuciosas envelhecem rápido. Mantenha o nível de marcos e blocos.

Sem critérios de sucesso

Marcos sem definição do que é “feito” geram frustração. Associe sempre métricas simples.